sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Bar, que “bicho” é esse?



Antes de qualquer coisa, é bom que se explique, ou melhor, se combine de que bares estarei falando, afinal Bar para os simplistas é por definição apenas um balcão onde se mistura, se vende e se consome bebidas (dependendo apenas de que lado se está do balcão), no entanto para a grande maioria das pessoas, esta definição é um tanto mais complexa, deixando claro o como é difícil, por vezes, definir o que acreditamos comum e corriqueiro.
Para os poetas notívagos, Bar é a oficina inspiradora de seus melhores Sonetos e das mais criativas Rimas.
Para músicos intimistas, este mesmo Bar é um palco que mescla a solidão inspiradora aos apupos recompensadores de fãs e bêbados habituais.
Para os solitários é a companhia; para os cansados o encosto reparador; para os fugitivos da fúria das más línguas, o abrigo seguro. Afinal segundo alguns, as más línguas não freqüentam bares, apenas as boas.
 Para alguns ainda, o Bar funciona como a “saideira” relaxante após o serão ou a hora extra; para outros amantes incorrigíveis, um inspirador início de noite.
Alguns freqüentadores vêem nele oportunidade para se mostrar, outros os utilizam para observar.
Para uma boa e animada turma é o programa completo que coroa o fim de semana, afinal desta vida, dizem eles, nada se leva a não ser o que se come, se bebe e se canta e com certeza, para isso melhor lugar não há.
Bar, Botequim, Birosca, Adega, Tasca, Taberna, Biboca, Baiúca ou até por extensão Choperia, Pub, Boate, Cabaré, Inferninho, Café, etc., chame-o como quiser, acredito que todos estaremos falando do mesmo assunto.
Poucos serão aqueles que não tenham em suas memórias alguns momentos importantes passados num Bar. Eu mesmo, na companhia de um grande Flanboyant amarelo, que Deus o tenha, testemunhei durante anos, risos claros, prantos contidos, discussões acaloradas, confidências feitas ao ouvido, inícios, retornos e despedidas, enfim emoções alheias, mas, tão próximas que, creiam pareciam ser as minhas.
Duas décadas e meia, já se passaram e ainda ao cruzar com os olhares de coadjuvantes dessa época, mais velhos, mais pesados, ainda percebo claramente  emoções brotando saudosas como se perguntassem ansiosas,
-E você, ainda se lembra?
Claro que me lembro, posso não me lembrar dos nomes de todos e de detalhes, de suas preferências mas lembro-me bem que compartilhávamos a mesma casa, as mesmas mesas, os mesmos copos, os mesmos freqüentadores que como numa família, embora muitas vezes não trocássemos nenhuma palavra, sentíamos-nos bem ao dividirmos o mesmo espaço.
É deste tipo de Bar, com B maiúsculo, que quero falar, de seus Botequineiros e habitués, saudosos companheiros (fundamentais itens no cardápio de um bar que se preze), com sede de conversa mole, mas esperançosos que mesmo que Utopicamente um dia tudo será como antes:
Nós, nossa Cidade e nossos queridos Bares.
Prosit, Tchin-Tchin, Salute per tute e boa leitura a todos que já foram botequineiros, independente de que lado do balcão fosse seu lugar, e a aqueles que nunca foram, mas sonharam (e talvez ainda sonhem) um dia vir a ser.
Meno um botequineiro

O Velho Barzinho. (ou o Barzinho do velho)

Certa vez perguntou-me um amigo como resolvi montar meu primeiro bar, se era vocação familiar ou talvez um simples ímpeto juvenil. Não consegui responder até por que, nunca havia pensado nisso. Só sei que o desejo de ter um bar não é desejo tão incomum, o tempo me apresentou uma infinidade de pessoas que confessaram ter tido em certa ocasião da vida essa mesma vontade.
Acredito, porém que estes pensamentos são comparáveis a sonhos infantis de um dia ser Astronauta, Jogador de futebol ou Artista de televisão, sonhos passageiros e sem conseqüência e na maioria das vezes, não realizáveis.
Meu pai, recém vindo de Portugal, junto com minha Mãe, lutou muito para sobreviver, disto só tenho conhecimento por ouvir dizer, posto que nem nascido eu era, foi Saqueiro (na zona portuária de Santos), Caixeiro (balconista), Padeiro, Merceeiro, Açougueiro e até Tecelão por pouco tempo, (talvez para não atrapalhar a Rima das profissões), mas Botequineiro nunca foi, aliás, para ser fiel a este relato teve um bar sim, lembro-me agora, em nossa Casa, um daqueles Barzinhos de se dispunha nas salas de estar, onde se guardava garrafas de boas bebidas, caras e na maioria das vezes, lacradas aguardando uma ocasião especial que nunca vinha, além de correspondências, rolhas velhas, envelopes de analgésicos e antiácidos, e tudo mais o que não se sabia onde por.
No velho barzinho, além desses itens relacionados, mantinha em uso uma pequena variedade de bebidas, tão pequena que sou ainda capaz de relacionar de memória; um Cinzano tinto; uma Bagaceira (da boa); um Rum Merino (carta ouro); uma garrafa de Cachaça e um litro de Old Eight.
O primeiro para as Senhoras, servido puro e sem gelo. A Bagaceira servida da mesma forma, para algum português saudoso. O Rum para as noites muito quentes misturado é claro com Coca, algum gelo e limão e o Old Eigth, com guaraná.
Um desses frugais coquetéis de meu Pai que era composto por Bagaceira, água, açúcar, gelo e fatias de limão, e era servido em copo tipo “Maracanã”, tem o dom de trazer vez por saudades, embora depois de mortas (às saudades), me arrependa e me encha de azia. Resta descrever o uso da Cachaça, que além de compor a Caipirinha, feita em copo comunitário aos Domingos, servia esta sim ao dia a dia, para abrir o apetite de meu Pai, na maioria das vezes misturada em partes iguais ao Cinzano, mas que deveria ser servido no mesmo copinho que raramente era lavado, e quando o era, sempre a revelia e revolta do velho, registre-se que essa batalha pela “higiene” do copinho perdurou por dois casamentos, ou seja, por uma eternidade.
Talvez você esteja se perguntando o porque do destaque a esse móvel que ornamenta minhas memórias. Acredito que seja pelo espírito de Bar que este móvel transmitia.
Era ao lado deste, alias corrija-se a sua frente, que parávamos ao entrar na casa dele.
-Queres tomar alguma coisa? Perguntava já abrindo suas portas, como a mostrar-lhe o conteúdo já muito conhecido,
- Abre lá uma dessas garrafas! Sugeria por simples figura retórica.
- Toma ao menos um meio-a-meio ( o bendito Cinzano e pinga, Argh!), insistia já pegando o “copinho”,
Aí sim a conversa caminhava, as novidades eram postas em dia, entremeadas por fatias de chouriço ou salame, azeitonas, cebolas em conserva e o que mais houvesse até que eu ameaçasse ir embora.
- Almoças comigo? Precisas de alguma coisa? Quase que exigindo que eu precisasse... Coisas de Pai preocupado.
Puxa vida! é esse o espírito do verdadeiro Bar, receber e oferecer algum conforto a quem dele se aproxima. Meu Pai era Botequineiro e não sabia.
Meno um botequineiro

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Trinta anos atrás...

Trinta anos atrás...


“... onde foi que ficou?
Aquele papo furado
Todo fim de noite num bar do Leblom, aliás, do Gonzaga
Muito chopp gelado, confissões à beça.
Meu Deus, quem diria que isso iria se acabar...”

“Há época só havia, O Nicanor (no centro), o Müchen (hoje uma vitrine da C&A), o Ruy’s (Pedro de Toledo em frente a Pindorama ) e o Heinz (ainda todo fechado) como exemplo de Chopperías”
A Washington Luiz era então um silencioso e tranqüilo canal.
Não haviam baladas, Karaoquês só os japoneses, espetinhos só os de gato, cafés só o do Atlântico, rodízios de Pizza nem pensar (bons tempos aqueles).
Moças não freqüentavam bares sozinhas (a partir da casa do Meno passaram a freqüentar), assaltos e flanelinhas eram poucos, os quiosques eram traller’s na orla da praia, Chopp só cristal ou caneca com colarinho, só se discutia se o melhor era Bhrama ou Antártica.”

Puxa vida como faz tempo! Você se lembra?
Nessa época, setembro 1978, nascia A CASA DO MENO, lembra agora? Não?
Então você tem menos de 40 ou não morava em Santos, mas com certeza seus pais lembram, pergunte a eles.
Puxe pela memória...estes outros já devem ser de sua época.
Lembra do Annexu’s ( anexo à Casa do Meno é claro), White and Red (canal 5), Mesa Redonda (canal 3), Meubar (Tolentino Filgueiras)
Todos filhos do mesmo pai, todas Casas do Meno.

Que Saudades que dá, não?
Se você fez parte desta história diga!
Ajude a lembrar bons momentos passados nestes botecos de saudosa memória.

domingo, 13 de janeiro de 2013



            Meno Gonçalves
                           Consultor de Alimentos & Serviços






  • Atividades oferecidas específicas



Para estabelecimentos já em funcionamento:


• Elaboração, criação e otimização de cardápios comerciais.

• Elaboração de receituário prático e arredondamento de listagem de compras.

• Utilização de produtos de safra e barateamento de custos.

• Estudo para aproveitamento de descartes

• Treinamento para manipulação, porcionamento, estocagem e conservação de alimentos.

• Treinamento para carnes e cortes.

• Treinamento de lideranças, relações humanas e atendimento ao público.


  • Para novos empreendimentos:


• Estudo de viabilidade.

• Definição de estilo adequado à proposta.

• Montagem e definição de cardápio.

• Elaboração de receituário padronizado.

• Consultoria de montagens para restaurantes, bares, cafés etc.

• Listagem de equipamentos e utensílios necessários.

• Montagem e treinamento de equipe de produção e serviço.



Rua Rodrigo Silva 204 apto 14 – Macuco –Santos

menogoncalves@uol.com.br

99722-8650